Marina Maria de Oliveira: De costureira à Porta- Bandeira

foto Marina Maria porta bandeira
Foto: Arquivo Pessoal

Neta de sambista, seus avós Sr. José Luiz de Oliveira (ritmista) e D. Maria da Conceição de Oliveira (costureira), iniciaram no samba em 1954 na Unidos de Vila Maria, desde quando a escola foi fundada, assim por diante, os tios, primos e familiares cresceram na escola.

Marina já foi mulata, destaque, participou do departamento feminino e harmonia. Prestativa e solicita, sempre que solicitada pelas portas-bandeiras da época, corria atrás dos serviços para ajustes e confecções das fantasias. Foi a partir daí que se encantou pelo glamour e riqueza das fantasias, e despertou a vontade de ir atrás de seu desejo em se tornar uma porta-bandeira.

Na primeira oportunidade se dirigiu ao presidente da época Marcelo Muller e falou que tinha um sonho, e se ele poderia realizá-lo, com a resposta positiva e aquele “sim” que ela tanto aguardava. Ela então matriculou-se no curso de mestre-sala e porta-bandeira junto ao seu único filho Rodrigo, que iria se tornar seu parceiro e também aprender junto a sua mãe a arte de bailar.  

A estreia de Marina e Rodrigo na escola foi uma emoção enorme para a família e para toda a comunidade. Após 10 anos de muito amor e dedicação, em 2010 tiveram seu sonho realizado em ostentar o pavilhão oficial da escola do coração Unidos de Vila Maria. E assim com toda esta dedicação e amor ganharam  o troféu estandarte de ouro como melhor casal do grupo especial de São Paulo.

Marina não está mais na escola como porta-bandeira, mas diz que toda vez que escuta o hino da escola ou vai visitar a quadra se emociona, lembrando vários momentos felizes que viveu ao lado de seu mestre-sala parceiro e filho Rodrigo. Eles atualmente continuam dançando a convite de outras agremiações.

E ela finaliza dizendo: “Os homens que conseguem reconhecer os limites de sua inteligência chegam mais perto da perfeição”. Goethe.

Artigo de ,

Vany Franco