Abriu a porta da senzala – Fogo neles

Arquivo Acadêmicos do Tatuapé

Abrir qualquer porta é abrir horizontes, desbravar conhecimento e sobretudo gerar oportunidades. Quando abrimos a porta da senzala, é muito mais que isso – é escancarar tudo aquilo que está preso dentro das amarras desse mundo tão sombrio. Dono desse “grito”, o intérprete Celson Mody não apenas convoca a sua comunidade para sambar, mas acima de tudo dá voz a liberdade em toda a sua essência, além de automaticamente exterminar os cativeiros embutidos em nossa sociedade.

Correntes se quebram e só vão reatar seus elos novamente para causas que de fato façam valer a união e conscientização dos povos. Mais do que providencial, é perceptível tamanho crescimento dos enredos que abordam a negritude tão assolada. Essa é uma das missões efetivas do carnaval e das escolas de samba.

Como todo grito, ecoou e atravessou um estado, encurtando ainda mais a distância entre o eixo RJ – SP. Para completar esse paraíso, que mora em Tuiuti, faltava ainda outra voz retumbante. Essa, do mestre-sala dos mares e mais um almirante negro – chamado Carlos Jr. O trocadilho se sustenta, pois sua história como intérprete se esbarra com a de João Cândido, bem como com a de Celson – filhos – por sorte, do trevo da Barra Funda.

imagem: Reprodução

É um bálsamo para o sambista poder vivenciar esse dueto que dá voz a tudo aquilo que o mundo precisa.
Vamos abrir as portas e desatar os nós.
Precisamos de unidade.
Se ainda assim, insistirem em trancas, limites e muros, nada a temer, pois gritaremos a plenos pulmões e em uma só voz: “Fogo neles!”

Aquiles da Vila

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