Rio de Janeiro poderá ter Carnaval em fevereiro de 2021

Museu do Samba planeja fazer o evento na data marcada, mesmo com a pandemia de Covid-19

Imagem: Antonio Lacerda/EFE/VEJA

Com a pandemia do novo coronavírus, está acontecendo a discussão de adiamento do Carnaval ─ que ocorreria no próximo mês de fevereiro ─ em diversas regiões do Brasil. Duas das cidades que mais recebem turistas durante o feriado, São Paulo e Salvador, estão estudando o adiamento do evento em 2021.

Porém, na cidade do Rio de Janeiro o cenário é diferente. Mesmo com a confirmação de adiamento da Liga das Escolas de Samba (Liesa), há algumas propostas do Museu do Samba para um Carnaval 2021 alternativo e independente na data marcada (16 de fevereiro) estão sendo projetadas e devem ser colocadas em prática de acordo com os protocolos feitos pelos cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

Entre essas propostas, que não terão a interferência da Liesa, está sendo pensado para um Carnaval com menos aglomeração: a lavagem da Sapucaí pelas baianas com a participação do bloco “Filhos de Gandhi” e de casais de mestre-sala e porta-bandeira de todas as escolas. Além disso, uma bateria composta por ritmistas das agremiações; um desfile virtual diretamente das quadras, transmitidas pela televisão e um concurso de melhor exibição, nas noites de Carnaval. Por fim, está na lista também a criação de um concurso de fantasias de luxo dos destaques das escolas.

Esse projeto do Museu do Samba conta com uma equipe de pesquisadores, sambistas e pessoas ligadas ao mundo do samba, entre eles, a pesquisadora e ex-subsecretária de Cultura do Rio, Rachel Valença. “Vamos criar uma comissão e procurar a Fiocruz para ver como podemos festejar no dia 16 de fevereiro. Se falarem que só pode ser com dez pessoas, vamos com dez pessoas. O que não pode é passar em branco”, diz a pesquisadora sobre o Carnaval de 2021. Além disso, ela completa: “Era isso o que a Liesa deveria ter feito: procurado as autoridades sanitárias para ver de que maneira é possível fazer o carnaval, mas a visão da Liga é pragmática a monetarista”.

Artigo de

Victoria Vianna