Compositores mineiros são concorrentes na disputa do G.R.S.E Império Serrano 2021

Bruno Cupertino, Vinícius Mineiro, Bobô da Cuíca, Leléo do Catumbi e Marcos Valente compõem a parceria denominada “União Mineira”

Foto: Vinícius Mineiro

Para o próximo carnaval, o G.R.E.S Império Serrano apresenta o enredo “Besouro Mangangá”, do carnavalesco Leandro Vieira. Em Minas Gerais a parceria intitulada “União Mineira”, formada pelos compositores: Bruno Cupertino, Vinícius Mineiro, Bobô da Cuíca, Leléo do Catumbi e Marcos Valente, são os representantes de Belo Horizonte na disputa. O resultado será divulgado 20 de novembro no dia da Consciência Negra.

A trajetória de Bruno Cupertino

A relação de Bruno Cupertino com a música vem do berço. Ou melhor, da cozinha, lugar onde a família reunida à hora do almoço costumava ouvir o rádio e as histórias contadas pela avó (já falecida). “Quase todos os domingos, a gente se reunia na casa da minha avó, para ouvi-la cantar e contar histórias de matrizes africanas”, lembra-se Bruno. Ele acrescenta que na casa da família, ouvia-se de tudo, mas desde sempre o samba estava presente.

Depois, passou a frequentar os quintais e quadras de rodas de samba. “Nessa época acabei criando uma conexão com o Morro das Pedras (comunidade de Belo Horizonte). Foi lá que amadureci a minha relação com a música, que descobri o que eu estava a fim de fazer e podia fazer nesse sentido, como compositor e, em seguida, como cantor”, afirma o músico.

Antes de se lançar em carreira solo, Bruno integrou dois grupos de samba de Belo Horizonte, Samba de Quintal (criado no ano 2009) e Camafeu (uma dissidência do Samba de Quintal). Atualmente, ele é acompanhado nos shows pelos integrantes do Camafeu: Betinho Moreno (violão de 7 Cordas), Humberto Dias, Rafa di Souza (violão de 6 cordas), Fabrício Cássio (cavaquinho), Robson Batata (percussão) e Thiago Ramos (sopros).

Sobre sua formação musical, Bruno credita como principais influências os criadores do autêntico samba carioca (Cartola, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Noel Rosa, entre outros). Nesta bagagem cabem ainda obras de nomes consagrados da MPB, como Chico Buarque, Martinho da Vila e Paulinho da Viola, e da música mineira. “Sempre ouvi muito Milton Nascimento, assim como os outros do Clube da Esquina, e também Helena Penna, Tizumba, Marku Ribas”, especifica. Outra referência que Bruno faz questão de citar é Moacir Santos, maestro, compositor e arranjador pernambucano que fez carreira nos EUA.

À sua progressão como cantor Bruno lembra que foi fundamental o aprendizado com a cantora e preparadora vocal Regina Milagres, de atuação prestigiada em Belo Horizonte. Hoje, o cantor sente-se à vontade na linha de frente de um palco ou estúdio, interpretando, inclusive composições de outros autores.

Estudioso e atento ao cotidiano, Bruno Cupertino se destaca por uma escrita inteligente, rimas modernas, melodias diversificadas e o forte elo com a cultura afrobrasileira. Além do samba, área de atuação, o compositor estabelece relação e parcerias com vários estilos, dentre eles: o choro, música instrumental, bossa nova, rap, forró e o jongo. Tal versatilidade, possibilitou ao compositor dividir palco com diversos artistas da capital e de outros estados.

Redação Sampa