O que falta para a telemedicina avançar no Brasil

São Paulo 28/10/2020 – Segundo a revista Exame, a população usuária de telemedicina subiu de 150.000 para 3,5 milhões no país neste período pandêmico.

A telemedicina é um método de atendimento que proporciona mais conforto e facilidade de acesso aos pacientes com segurança.

A pandemia de Covid-19 fez com que os profissionais de saúde e os pacientes se acostumassem ao atendimento remoto.

O Governo Federal e o Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizaram o uso da telemedicina durante a pandemia. A lei nº13.989, de 15 de abril de 2020, permite o exercício da medicina mediado por tecnologias, em caráter emergencial, para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões, e promoção de saúde.

O andamento da Telemedicina no Brasil

Apesar de a telemedicina existir desde 2002, a regulamentação de antes da pandemia autorizava apenas a realização de triagem para o encaminhamento de consultas presenciais.

Segundo a revista Exame, a população usuária de telemedicina subiu de 150.000 para 3,5 milhões no país neste período pandêmico.

A falta de uma definição clara de condutas e regulamentação é a maior dificuldade para a telemedicina avançar no país. Existem dúvidas, por exemplo, em relação a que ferramentas podem ser usadas, visto que muitas não foram projetadas com recursos de segurança.

Segundo artigo publicado na revista Healthcare, é necessário uma regulamentação definitiva para a área, como por exemplo, a remuneração do profissional que trabalha remotamente, uma maneira de certificar a qualidade dos serviços prestados, a criação de uma estrutura pronta para o uso de wearables e bio sensores e a melhora da conectividade das pessoas.

Com essas mudanças, a telemedicina poderá avançar a ajudar milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

O atendimento à distância substituirá a consulta presencial?

A telemedicina é um método de atendimento que proporciona mais conforto e facilidade de acesso aos pacientes, com segurança, mas segundo especialistas, não substituirá a consulta presencial em todos os casos, principalmente nos de doenças crônicas que necessitam acompanhamento periódico.

Psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e educadores físicos, por exemplo, também podem atender à distância. Nestes casos, o termo correto é “telessaúde”.

Modalidades da telemedicina

Teleassistência (teleorientação): auxílio prestado à distância, que dá as primeiras coordenadas em um atendimento para verificar se há necessidade de deslocamento do paciente
Televigilância: transmissão de dados do paciente, tais como pressão arterial e índice glicêmico, para um acompanhamento da situação
Teleconsulta: uma consulta realizada através de qualquer tipo de aplicativo, plataforma, ou meio de comunicação, na qual o médico consiga saber o status do paciente e realizar um diagnóstico
Teleinterconsulta: interação entre dois médicos, com paciente presente.
Teleintervenção: interações cirúrgicas ou diagnóstico feito por meio de tecnologias.

História da Telemedicina
A maioria das pessoas — inclusive médicos — acreditam que a telemedicina seja um recurso recente, mas, na verdade, surgiu nos anos 1960, com a corrida espacial e a Guerra Fria.

Na época, era necessário garantir o atendimento de saúde tanto para as forças armadas posicionadas em lugares isolados, quanto para astronautas em missões espaciais. Isso contribuiu para que houvesse um impulso no desenvolvimento e no uso de tecnologias para fornecer serviços de saúde de forma conectada, sem a necessidade da presença física do médico.

O que aconteceu nas últimas duas décadas, porém, foi a popularização das telecomunicações e da computação, melhorando o acesso de grande parte da população a tecnologias

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