3 milhões de investidores e número recorde de IPOs: será finalmente a popularização da Bolsa no Brasil?

São Paulo 9/10/2020 –

A análise é feita na edição da Revista RI de outubro que ainda traz entrevista exclusiva com o megainvestidor, Luiz Barsi

O mercado se encontra num ponto de inflexão. Projeções, como a da CVM, dão conta que, em até um ano, mais 2 milhões de pessoas devem entrar na B3 e que os IPOs devem continuar. A taxa de juros em um nível tão baixo é o grande impulsionador do mercado acionário, que se beneficia pela busca da diversificação. “Há cinco anos fizemos um estudo junto com uma universidade americana para estimar o número de investidores que poderemos ter no Brasil. Seriam pessoas com capacidade de poupança que, sem fazer muito esforço, viriam para o mercado de capitais. O número que eles nos deram na época foi 5,5 milhões de pessoas”, diz José Alexandre Vasco, da Superintendência de Proteção e Orientação aos Investidores da autarquia.

O número de companhias listadas na bolsa brasileira ainda é pequeno, pois muitas fecharam o capital e realizaram fusões e o boom dos IPOs é importante para que os investidores diversifiquem o portfólio e seja evitado o efeito bolha na bolsa. A análise é feita na edição da Revista RI de outubro que ainda traz entrevista exclusiva com o megainvestidor, Luiz Barsi. Ele analisa o crescimento do mercado, a atuação das entidades e dá pista sobre sua carteira de ações, além de detalhar o jeito Barsi de investir.

Na opinião de Barsi, um dos grandes problemas do mercado é a prática de locação de ações. A locação de ações, que tem gerado uma oferta excessivamente alta para a estrutura de investidores. “Nós não temos um percentual de investidores para que se forme um colchão de investimentos para suportar eventuais pressões. Além das pressões naturais, que são as geradas por crises, tem a pressão produzida pela locação”, explica. Assim, se as autoridades proibissem a locação para a venda, o mercado iria subir muito.

O investidor defende ainda que esta prática consiste em estelionato. “Quando você aluga uma casa, que é um ativo, se vender estará praticando um estelionato. Se você alugar um automóvel e vender, estará praticando um estelionato. Se você alugar um equipamento que seja industrial ou agrícola e vender, você estará praticando um estelionato porque são ativos. Ação é um ativo e, no entanto, você pode alugar e vender. E o governo fecha os olhos para isso”, alerta.
Tido como o Warren Buffet brasileiro, Barsi faz duras críticas à atuação da B3 e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Para ele, a primeira atua somente em benefício próprio. Já a segunda transformou o mercado em uma “indústria de multas”. “A CVM parece que optou por essa trajetória de ser uma agência arrecadadora. Nós tivemos empresas de consultorias e corretoras que andaram divulgando fatos irreais, orientações que penalizaram. Coisas absurdas, mas que, com uma simples multa, acabou tudo. Então, compensou o crime”, destacou.

A íntegra da edição já está disponível em sua versão online: http://www.revistari.com.br/245

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