No tempo, o progresso chegou… Meu trevo é samba raiz, “Paulista Viva” virou, virou… O centro financeiro do país!

Reprodução – Facebook Camisa Verde e Branco

O ano é 2011! Um ano de carnaval com uma boa safra de samba enredos e o escolhido é o tradicional Camisa Verde e Branco, que trouxe uma homenagem ao cartão postal da metrópole São Paulo, a mais famosa das avenidas, local de festas, diversão e cultura, a Avenida Paulista.

O interprete da escola na época era o Celsinho Mody, que como sempre deu o seu talento. O samba foi bem construído, era fácil de cantar, teve um bom suporte da Bateria Furiosa e que fez um desempenho equiparado ao desfile apresentado pelo restante da escola.

Neste ano, o Trevo havia foi a segunda colocada conseguindo acesso ao Grupo Especial em 2012.

Acompanhe a letra:

“Me leva nesta festa eu vou

Extravasar minha alegria

E nessa noite colorir

De verde e branco essa avenida”

A comissão de frente da escola trazia uma representação do fantasma de Joaquim Eugenio de Lima, um dos grandes da antiga elite paulistana e hoje nome de alameda. Foi no alto da colina que a burguesia fora morar, lá foi o palco de cenários luxuosos, cheios de glamour e de saraus literários sendo base para nascimento do movimento Modernista.

O desfile trouxe consigo a evolução que se deu desde começo do sec. 20 até o presente momento do desfile, com representações das elites em suas festanças, desfiles de corsos e bailes de carnaval e até o ponto em que ele saiu do reduto dos antigos barões do café e se torna o grande centro financeiro do país.

O samba mostra que a Avenida Paulista é o marco da mudança e percepção de evolução do tempo: Dos luxuosos casarões aos imensos espigões e arranha-céus, dona do Museu de Arte sob o maior vão livre do mundo, sua Consolação o berço do estudo da medicina, do avanço da comunicação com Casper Libero e transfiguração do bonde para o metrô.

Cenário de sabores da gastronomia mundial e da festa colorida, a Avenida Paulista tem de tudo para todos. Com um belo brinde de encerramento de ano novo ao som da furiosa, o Camisa Verde e Branco homenageou a formosa Passarela Paulistana.

Erick Eduardo