Tatuapé numa linda procissão canta sua história, Bi-campeão!

Foi no balanço do mar… Que o sonho aportou e o bi-campeonato chegou.

O ano é 2018, um dos melhores carnavais dos últimos tempos e ano em que a disputa foi muito afunilada entre Tom Maior, Mancha Verde, Mocidade Alegre e Acadêmicos do Tatuapé, na qual prevaleceu a atual campeã.

Arte: Divulgação

O samba do Maranhão foi cantado na voz do ilustre e gracioso, Celsinho Mody, que como sempre deu o seu talento, garra, empenho em conjunto a comunidade, que soltou a voz com todo fôlego junto a Bateria Qualidade Especial, que dava vida pulsante ao samba principalmente com os desenhos de agogô e tamborim, que cantavam o samba.

“Viva São José

Venha me valer

Ilu ayê ô ilu ayê

Tatuapé numa linda procissão

Canta sua história, oh Maranhão!”

O enredo era uma homenagem ao estado Maranhão, que trouxe as suas manifestações culturais, belezas e riquezas da região. O carnaval foi desenvolvido pelo carnavalesco, Wagner Santos e fielmente retratado pelo samba, como um inicio de um sonho que aportava na Ilha da Magia, onde tinham palmeiras que cantavam o Sabiá.

A comissão de frente representava o encontro dos nativos com os franceses e o restante do primeiro setor da escola, trazia todos os povos que por ali passaram.

O samba-enredo tinha uma sua força incrível sob a escola e principalmente com presença da palavra “girar”. Quando era cantado: “Oh luar, oh luar deixa a gira girar”, era exaltada pelos componentes com um canto muito forte e um belo bailado coreografado. 

Além disso, tinha o acompanhamento das cordas, do teclado sintetizador com uma excelente melodia e um arranjo de reggae na bateria.

Os versos escritos e cantados combinavam diretamente com as fantasias e alegorias apresentas, que por sinal com belo acabamento e traziam a história negra, tradições locais, festividades e a religiosidade principalmente no luar com canjerê e a feitiçaria no culto Jejê-Nago. 

A bateria do Mestre Higor fazia desenhos-bossas gerando entrosamento perfeito entre time de canto e a escola. Após a quase cair para o grupo de acesso em 2015, a escola aprumou-se vencendo em 2017 e conquistando o Bi em 2018.

Esse carnaval refletiu o empenho e dedicação da escola por um todo e terminando com uma linda procissão.

Uma das marcas da jovem escola é o seu canto e a sua evolução, humildemente dizendo: “Tatuapé numa linda procissão, canta sua história… Bicampeão.”

Erick Eduardo