Coronavírus: a doença que matou mais de cem mil pessoas

São Paulo 4/9/2020 –

O ano de 2020 jamais será esquecido. A pandemia do Coronavírus, a COVID-19, que deu sinal de alerta em março, no Brasil, causou mais de cem mil mortes só no país, segundo o número do boletim extra do consórcio de veículos de imprensa.

Milhares de pessoas foram diagnosticadas com a doença e muitas, em estado mais grave, precisaram lutar para viver. Este é o caso da Médica Nefrologista Irina Antunes que, por conta de sua profissão e local de trabalho, precisou continuar atuando em um ambulatório, sem muita ventilação, e em contato com diversos pacientes.

Ela conta que suspeitava que se contaminaria pelo seu histórico de pandemia, quando em 2009, o H1N1, conhecido como gripe suína, também a afetou. “Precisei ficar internada para me curar, então, dessa vez, eu achei que fosse me contaminar desde o início”, explica.

A Médica conta que entre março e o início de junho estava bem e com a falsa segurança de que estava fazendo tudo certo, mas se enganou. “Sou médica e fico em contato com muitos pacientes. Vi no hospital várias pessoas com COVID e atendo em um ambulatório onde não tem tanta ventilação. Apesar do uso de máscaras, posso ter me contaminado lá”, relata.

De acordo com a Nefrologista, por trabalhar com pessoas transplantadas renais, em Centros de Diálise e em Ambulatório de Nefrologia, os locais implementaram diversas medidas protetivas. Além disso, a médica mantinha os cuidados na vida pessoal, mas segundo ela, não adiantou muito.
Os primeiros sintomas apareceram no início de junho. A Dra. Irina conta que espirrava muito e progressivamente foi ficando muito cansada e com fraqueza muscular. Além disso, ela começou a apresentar tosse e cansaço extremo. Por isso, no dia 9 de junho, foi levada ao hospital já com Insuficiência Respiratória, e após algumas medidas seu quadro estabilizou, porém no dia seguinte foi entubada.

“Nesse dia, quando minha irmã, que também é médica, e minha chefe me disseram que eu ia ser entubada, achei que fosse morrer. Tive a sensação de que eu não podia mais nada, mas na realidade me sentia tão mal que eu só queria melhorar. Então, fiz uma chamada de vídeo para minha mãe, avisei algumas pessoas importantes para mim, dei o celular com a senha para minha irmã e me entreguei ao procedimento. Depois disso, não pensei em mais nada. Na verdade, eu não queria pensar, pois sabia que podia dar tudo errado ou não”, lembra.

Depois disso, Irina conta que foi sedada e entubada até dia 20 de junho e, só quando acordou, ficou sabendo de tudo o que tinha acontecido, qual era a gravidade do seu quadro e por quais procedimentos passou. “O que realmente me abalou e me marcou foi o sentimento humano. A reação de cada pessoa, de cada manifestação de amor e afeto. Fui muito privilegiada, pois em nenhum momento me senti isolada. Eu estava internada na instituição em que eu trabalho, então recebia visitas, telefonemas e mensagens o dia inteiro. Isso foi importante”, comenta.

Com uma melhora significativa, a Dra. pôde ir para a casa no dia 25 de junho. No entanto, como ela tinha dificuldades para andar e fazer atividades diárias, como tomar banho, comer sozinha e ir ao banheiro, precisou fazer muita fisioterapia e terapia ocupacional para consegui retomar sua musculatura e agilidade.

A volta ao trabalho aconteceu só no dia 14 de julho.

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