Toma Lá da Cá está de volta nas telinhas da Globo

Sitcom transmitido entre 2007 a 2009 na TV aberta está sendo reprisado aos sábados à tarde

divulgação: Tv Globo

Mais uma das grandes obras escritas, dirigidas e protagonizadas pelo dramaturgo Miguel Falabella está de volta no ar depois de 13 anos fora. A série conta história da família Dassoin e Moreira, que vivem no condomínio Jambalaya Ocean Drive, administrada pela tirana e egocêntrica sindica, Dona Álvara (Stella Miranda).

A abertura da série mostra Mário Jorge (Miguel Falabella), que era casado com Rita (Marisa Orth) e Arnaldo (Diego Vilela) que era casado com Celinha (Adriana Esteves), fazendo um toma lá da cá de maridos.

As duas famílias são vizinhas de porta: Num apartamento, moram Mario Jorge, corretor de imóveis, Celinha, dona de casa e o filho dela com Arnaldo, Adônis (Daniel Torres), um garoto altamente complexado. Depois, a sogra, Copélia (Arlete Salles), senhora que age feito alguém de vinte anos e com um grande espírito libidinoso passa a viver com eles. 

Do outro lado hall, vivem Arnaldo, dentista, Rita também corretora de imóveis e os dois filhos dela com Mário Jorge, Tatálo, sempre desempregado e (George Sauma), Isadora, a famosa garota “mau caráter”, como quem o pai se refere em todos os episódios e a empregada Bozena (Alessandra Maestrini), que trabalha nas duas casas servindo as duas famílias, sempre metida nas confusões e com uma história “lá em Pato Branco”.

 Apesar de a série ser altamente de comédia e riso, ela trazia um retrato das situações da época em que era transmitida. No decorrer da série, Isadora se torna uma vereadora eleita através de meios ilegais e depois caçada judicialmente, Tatalo se torna pai de gêmeos e não paga pensão, a síndica Dona Álvara impunha taxas absurdas aos condôminos a todo momento e era casado com um transformista, interpretado por Ítalo Rossi, Seu Ladir ou como era conhecido, Dirla Tomaz. 

Durante a segunda temporada, Norma Bengel se juntou ao elenco para interpretar Dona Deise Coturno, uma senhora moradora do condomínio e que sempre sofria represálias devido a sua sexualidade. Um dos personagens era uma psicóloga de confronto, a doutora Percy Lambert, vivido por Miguel Magno. 

As criticas empregadas por Miguel na série eram sutis e altamente perceptíveis. No ano de 2008 para 2009, o mundo passava por uma crise financeira e foi refletida na série logo no começo da 3° temporada, quando Arnaldo transferia seu consultório para sua sala de casa e Mário Jorge e Rita não conseguiam vender apartamentos. 

A discriminação, falta de caráter, índole, princípios, corrupção, homofobia, perseguição, crise de dinheiro e abuso de poder etc, eram empregados na obra de Falabella. 

Apesar da data do show ser antiga, ela se encaixa e faz sentidos em alguns pontos atuais. A série tem 3° temporadas e está de volta ficando no lugar de Sai de Baixo. É possível assisti-la no canal Viva e na Globoplay para os assinantes. 

Artigo de

Erick Eduardo