Teatro #emcasacomsesc traz monólogos de Caco Ciocler, Fabiana Gugli e Soraya Ravenle

Entre 29 de julho e 2 de agosto, a programação traz Medusa, com Caco Ciocler interpretando texto de Jô Bilac e direção de Monique Gardenberg, o monólogo dirigido por Gerald Thomas, Terra em Trânsito, e o solo Instabilidade Perpétua, sobre questões filosóficas

Caco Ciocler – Foto: Caio Gallucci

O Sesc São Paulo promove desde maio a série Teatro #EmCasaComSesc, com a transmissã de diferentes trabalhos cênicos, direto da casa dos artistas, sempre às segundas, quartas, sextas e domingos, às 21h30. Nesta semana, o público confere os monólogos Medusa, com Caco Ciocler, Terra em Trânsito, interpretado por Fabiana Gugli, e Instabilidade Perpétua, com Soraya Ravenle .

Nesta quarta-feira, 29, o ator Caco Ciocler encena Medusa. Originalmente, o solo forma parte do espetáculo Fluxorama, com direção de Monique Gardenberg e texto de Jô Bilac, composto por quatro peças curtas – AmandaJosé GuilhermeValquíria e Medusa, esta última sugerida por Gardenberg ao autor quando convidada para dirigir a primeira encenação. No texto, Caco Ciocler interpreta a tentativa desesperada de um homem de meditar em meio ao caos urbano. Ao tentar esvaziar a mente, a questão do sentido na vida se coloca em seu caminho. A peça oferece uma reflexão, ora cômica, ora dramática, a respeito do homem contemporâneo e sua existência num mundo em aceleração.

Fluxorama surge de um processo de investigação da dramaturgia performativa e toma o ato de pensar como ponto de partida para a criação. A narrativa é constituída sob a ótica de personagens que vivenciam situações-limite, tornando-se reféns do fluxo de seus pensamentos e memórias, num curso ininterrupto de consciência.

Fabiana Gugli encena na sexta-feira, 31, Terra em Trânsito, espetáculo dirigido por Gerald Thomas e com a participação de Marcos Azevedo. A peça narra a história de uma cantora de ópera que se encontra dentro de um camarim em processo de concentração, aquecimento e delírio. Ela conversa o tempo todo com um cisne e alimenta o animal, com a intenção de fazer foie gras. O texto, uma homenagem a Glauber Rocha, é lúdico, verborrágico e nos remete ao universo das grandes estrelas atormentadas, como Judy Garland ou Bette Davis. Nervosa o tempo todo, a diva se ajeita no espelho, fala pelos cotovelos, arruma o cabelo, o figurino, aquece a voz, dança e divaga sobre o mundo e a vida.

Fabiana GugliFoto: Isabela Carvalho

No domingo, 2 de agosto, a atriz Soraya Ravenle apresenta Instabilidade Perpétua, seu primeiro solo teatral, baseado no livro homônimo do filósofo e poeta paulistano Juliano Garcia Pessanha. A obra, publicada em 2009, apresenta uma coletânea de ensaios filosóficos e historietas. Assinando a dramaturgia com Diogo Liberano, Soraya instiga o público com aspectos filosóficos da existência humana em sociedade, oferecendo ao espectador uma maneira de enxergar a vida através das próprias feridas. A encenação é o resultado de um processo colaborativo que contou com quatro diretoras: Julia Bernat e Stella Rabello, responsáveis por esta adaptação audiovisual, e que junto com Daniela Visco e Georgette Fadel formam o grupo de diretoras da encenação para o teatro.

Soraya RavenleFoto: Roberto Peixoto

Cena Inquieta: a nova série documental do SescTV que investiga as formações, conceitos e trajetórias de grupos e artistas do teatro brasileiro

Além das lives no YouTube, o SescTV acaba de lançar uma série de documentários dedicados ao teatro: Cena Inquieta, com curadoria de Silvana Garcia e direção de Toni Venturi. A série é uma abrangente cartografia sobre a nova geração do teatro de grupo produzido no Brasil. Composta por 26 documentários de 55 minutos cada, o trabalho mapeou os mais importantes coletivos teatrais de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife.

São 48 companhias estáveis de teatro e mais 10 artistas solos que vem desenvolvendo trabalhos relevantes de experimentação de linguagem nos eixos do teatro negro, político e de gênero. Cada episódio apresenta dois grupos teatrais, alguns programas exibem também espetáculos solos de artistas que marcaram a cena nacional na última década, e um especialista (pesquisador, crítico ou jornalista) que comenta e contextualiza a cena ou proposta exibida.

A programação faz parte do projeto #Do13ao20 – (Re)Existência do Povo Negro, que faz alusão aos marcos do 13 de maio e do 20 de novembro, propõe diálogos sobre a condição social da população negra e objetiva reiterar os valores institucionais, bem como o reconhecimento das lutas, conquistas, manifestações e realidades do povo negro.

Para sintonizar o SescTV: Canal 128 da Oi TV ou consulte sua operadora.

Assista também online em sesctv.org.br/aovivo.

Agenda Teatro #EmCasaComSesc 27 a 31 de julho, 21h30

  • 29/7, quarta: Caco Ciocler em Medusa
  • 31/7, sexta: Fabiana Gugli em Terra em Trânsito
  • 02/8, domingo: Soraya Ravenle em Instabilidade Perpétua

Fonte: Assessoria de Imprensa

Redação Sampa