Nos terreiros do samba parte 1

Imagem Ilustrativa

A nossa associação vai caminhando há 25 anos sem perder a razão de sua criação. Nosso estatuto até tem recreação, mas a função principal da nossa existência é manter a tradição da dança através da formação básica, levando este conteúdo a todo o estado de São Paulo. Assim trilhamos este caminho, levando luminosidade e prazer, por intermédio daqueles que já viveram ou estão vivendo a função de ser mestre-sala, porta-bandeira e porta-estandarte. 

Nossas reuniões e encontros ocorriam nos “Terreiros de Samba” (Quadras das Escolas), pois ali estão as energias necessárias para dar base a esta massa ávida em conhecer e viver a arte de defender, para eles, e ostentar, para elas, o símbolo maior das entidades paulistas.

Hoje os caminhos estão abertos com mais facilidades aos rebentos, e a partir dos 6 anos já podem dar início a essa bela carreira. Aliás, destaca-se que não há limite de idade para o ingresso.

O solo sagrado, para nós sambistas, onde se encontra a história de resistência do samba, é o celeiro fundamental para estes iniciados de uma rica e duradoura tradição que aflorou no século XX e está plena no século XXI.

O artista plástico Raul Diniz, em 1995, graciosamente desenhou nosso pavilhão, e deu vida com toda simbologia o sentido da nossa história naquele pano de 1,20 X 0,90 cm. Criando dois grupos de setas se orientando cada uma para um lado, no sentido horário e anti horário, significando aquela que ostenta no lado de dentro e aquele que protege do lado de fora, em reto simbolizando a origem deste povo que inicio esta arte.

No centro dela, repousando sobre o diamante dourado, o cisne branco nos remete à leveza da dança do casal e à elegância de como a dama conduz seu Estandarte. Os raios coloridos estão presente na bandeira simbolizando as cores das agremiações que serão defendidas ao longo da vida por esta gente nobre.

O artista nos presenteou com a ideia e o visionário Eduardo Basílio, presidente da Sociedade Rosas de Ouro, pagou para confeccioná-lo, acreditando neste sonho, e nos entregou o primeiro manto. Assim estávamos, a partir desse momento, oficialmente representados. Dado este passo ela não trêmula, mas está no coração de milhares que já passaram pelos nossos cursos nestes 25 anos de existência. 

(Final da primeira parte)

Wesley /Diretor e Instrutor

Artigo de

Redação Sampa