O Guardião

 

Abre Alas, batedor, baliza, hoje mestre-sala, esta figura emblemática e destaque nas nossa escolas de samba, ontem, nas sociedades, ranchos e cordões, hoje ele vem em uma dança diferenciada com passos e meneios, mesuras, hora lento clássico, hora em movimentos frenéticos em um jogo eletrizante de pernas. Todos os movimentos dele é voltado a sua dama. Hora corteja, hora se afasta, mas não tira seu olhar a esta bela dama e ao pavilhão que ela empunha.

Em São Paulo na época dos cordões, começou a ser destaque, em 1968 com a oficialização dos desfiles ele é figura obrigatória nas escolas, é avaliada a sua performance em conjunto com sua dama, mas tem uma dança distinta que se entrelaça com a companheira nas finalizações e na apresentação do pavilhão, embora ela ostenta a bandeira é ele que dá a diretriz e a conduz durante todo o percurso, sinalizando para ela através de um lenço, um leque ou um bastão, a comunicação entre ambos é por um destes instrumentos, pelo tato ou pelo olhar.

Dentro das escolas é um dos que mais ensaia, tem que estar com a saúde perfeita, já que dança todo o tempo de desfile. O Mestre-sala herdou este nome daqueles que introduziam os convivas aos salões de festa ou saraus no Brasil colonial, na maioria das vezes sua vestimenta também nos leva aos trajes dos nobres daquela época. Toda sua dança é tirada dos movimentos afros da capoeira e tiririca (pernada paulista) e do minueto, dança de pares vinda da corte francesa na época do império. Hoje éle é o guardião do simbolo maior das nossas escolas de samba.

Wesley/ Diretor-Instrutor

Artigo de

Redação Sampa