Conheça a trajetória do carnavalesco Leno Vidal

Em parceria com Renan Ribeiro o profissional estreia no Camisa Verde e Branco para o carnaval 2021

 

 

Professor, artista e carnavalesco, natural de Belém do Pará, Leno Vidal aos 38 anos, já se considera um vencedor na vida. Uma das novas apostas da escola da Barra Funda, junto com Renan Ribeiro assinará o enredo 2021, que tem como tema “Na Fé do Trevo, eu te benzo! Na Fé do Trevo, Te Curo”, onde contarão sobre a história das benzedeiras.

Ele começa falar sobre sua trajetória relembrando as memórias afetivas da infância, onde nasceu em uma família de sambistas e deu seus primeiros passos na carreira no ateliê de sua tia Rosana Ferreira, que confeccionavam fantasias para o “Rainha das Rainhas” paraense, tradicional concurso brasileiro com mais de 70 anos.

As observações que fazia nas produções, lhe permitiram heranças inspiradoras para desenvolver seus primeiros trabalhos profissionais que tiveram início em 2001, como estilista de fantasia e depois como carnavalesco no “Quem São Eles”, antiga escola de Belém.  Há treze anos, quando se graduou em artes visuais, pela universidade da Amazônia, veio morar em São Paulo na busca de seus objetivos e sonhos de vida

Leno já trabalhou com renomados carnavalescos em grandes escolas de samba como a X-9 Paulistana, onde foi aderecista e assistente do carnavalesco Raul Diniz. Teve passagem também pelo Rio de Janeiro, no qual trabalhou na Mocidade Independente de Padre Miguel como estilista de esculturas, participou da equipe artística que deu o campeonato para a agremiação em 2017.

Paralelo a sua vida carnavalesca, ingressou na carreira pública como Arte/Educador e teve inúmeras premiações e reconhecimentos como professor da cidade paulistana. Suas identidades plurais, foram reveladas através da arte, seu corpo performático e político, como um “artivista” na defesa dos povos indígenas e dos direitos no universo LGBTQIA+, da Drag Transcararu, ao “Leather/fetichista”.

A vivência da arte em todas as suas áreas, foram inspiradoras para o seu crescimento enquanto pessoa, educador e carnavalesco. Finaliza dizendo: “O respeito sempre deve estar acima de tudo, em todos os contextos sociais e culturais dos quais vivenciamos cotidianamente.

Fátima Beaux