Feijoada da Dragões da Real é tradição e sucesso

Em cada edição, evento reúne mais de 1200 participantes com ingressos esgotados em tempo recorde

 

Acervo: Dragões da Real

 

Sábado é o nosso dia nacional de uma boa feijoada com roda de samba, certo? Seguindo essa tradição, uma vez por mês, componentes do G.R.E.S. Dragões da Real se mobilizam para a realização de um dos principais eventos do calendário cultural: a tradicional feijoada, que tem toque especial das queridas integrantes da Ala das Baianas. A data se consolidou e integra o calendário da agremiação atraindo a todos, não só pelo sabor especial, mas também pela qualidade das atrações musicais. Do começo ao fim do evento, a Ala Musical e a Bateria, apresentam os sambas enredos da agremiação, enquanto os participantes saboreiam seus pratos.

A preparação da feijoada ocorre como uma espécie de ritual, iniciado uma semana antes. Um grupo de voluntários trabalha na montagem das mesas e prepara o local onde os ingredientes serão servidos. Todos os utensílios – pratos, talheres e cumbucas – são devidamente higienizados. A equipe também é responsável pelo processo de corte das carnes, linguiças e demais itens, sob orientação de um chef de cozinha profissional convidado (geralmente, de algum curso de gastronomia ou restaurante), que também cuida do cozimento para dar o ponto ideal do prato. 

Já na véspera do evento, uma equipe de voluntários apelidada, carinhosamente, de equipe da couve, lava folha por folha da verdura. E logo pela manhã, no sábado, voltam para fazer o corte da mesma. Já as baianas, além de servirem a feijoada durante o evento, chegam cedo para descascar todas as laranjas que são servidas como acompanhamento.

No formato atual, a Dragões da Real atende cerca de 1.200 pessoas, utilizando os quatro cantos da quadra para servir a feijoada. O serviço conta com cerca de 30 voluntários durante o evento, que ajudam na reposição dos alimentos, recolhimento de pratos e talheres, recepção dos convidados, montagem do camarim, lavagem das louças, fritura das calabresas, entre outras coisas. A agremiação é rigorosa com o controle de qualidade e higiene. Todos que manuseiam os alimentos usam luvas e toucas. Além disso, os ingredientes são lavados e mantidos em refrigeração, conforme os padrões sanitários exigidos. Após o evento, tudo é limpo e devidamente armazenado, ali mesmo na quadra da agremiação, até a próxima feijoada, onde todo o processo se repete.

Todo o processo é realizado sob a coordenação geral de Ronaldo Guerra Maransaldi, diretor de eventos da escola, que organiza toda a logística, juntamente com diretores, componentes e voluntários. Entre eles, alunos das ETECs do técnico de Cozinha e Gastronomia, Nutrição e Gestão de Eventos.

Além das feijoadas mensais que ocorrem na quadra da escola, desde 2013, a Dragões realiza, há três anos, a Super Feijoada, edição anual que acontece no hall nobre do Palácio de Convenções do Anhembi, onde cerca de 4.000 pessoas são recebidas, tornando o evento a Maior Feijoada do Carnaval Brasileiro.

O SEGREDO DO SUCESSO 

Os organizadores do evento dizem que o segredo do sucesso está no respeito e atenção com todos os convidados. Cada um é recebido na porta e levado até sua mesa, onde recebe um mapa contendo todas as informações da quadra. Em especial para quem vai pela primeira vez fazendo com que se sintam bem à vontade, em um ambiente acolhedor e familiar. Tudo isso, proporcionado com sorrisos e a alegria, marca registrada da anfitriã Dragões da Real. Lá, são todos sempre bem vindos.

Os ingressos são compostos de convite e camiseta personalizada e esgotam na velocidade da luz. E nisso as redes sociais são forte aliadas: um amigo fala para outro que viu na rede social, outro compartilhou e pronto: em pouquíssimo tempo, tudo se acaba e não há jeitinho para fazer caber mais, porque a agremiação respeita o espaço, para que todos se sintam confortáveis na festa e para que não ocorra qualquer tipo de incidente. 

Para ficar informado sobre as próximas edições só acompanhar a fanpage da escola ou nos canais de notícias da Revista Sampa. 

Artigo de

Fátima Beaux