A Arte da Comunicação e o Samba, O Carnaval Paulistano e suas belas memórias

Assim gritava o jovem vendedor de jornais nas ruelas ao lado do Largo do Café no Centro de São Paulo, ali onde na parte da tarde uma boa parcela de trabalhadores e bons vivant se reuniam para digamos curtir a boemia.

Neste misto de gente que os sambistas se reuniam para colocar a prosa em dia, seja sobre o Carnaval ou sobre os Bailes da época.

No início da Década de 70 até os meandros dos anos 90, a concentração no fim da tarde na região central era alta principalmente próximo aos finais de semana. 

E qual era a melhor forma de propagar informações em uma era que não existia tanta tecnologia como ferramenta de comunicação?

Utilizar Cartazes, Panfletos, Jornais, Revistas e o famoso bate papo de mesa de Bar!

Assim as informações circulavam a cidade e se espalhavam…

O Folhetim Recado do Samba reunia um conteúdo rico em relação ao nosso universo Carnavalesco, com uma veiculação voltada a quem gostava de samba e Carnaval era vendido na região central da cidade e contava um pouco sobre a rotina das escolas, samba e seus preparativos. 

As Escolas de Samba por sua vez também investiram para difundir ainda mais os seus nomes dentro da sociedade, o Camisa Verde e Branco tinha o seu próprio folhetim onde falava sobre os preparativos e trabalhos da escola.

Seguindo este modelo, outras escolas também apresentaram trabalhos gráficos semelhantes e inclusive expandindo esta visão para explanar seus temas enredo.

Outras Escolas começaram a explorar melhor este tipo de trabalho e criaram suas linhas e modelos de impressão elevando a divulgação carnavalesca para outro patamar.

Hoje temos as páginas, sites e ferramentas para entreter e levar a informação ao público mas este dinamismo em plena ditadura de levar a sociedade o nosso samba partiu daí…

O resto é história!

Abraços e Axé

Artigo de

Diney Isidoro